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Fechei nossa primeira captação, e não foi em dinheiro

A FPRY captou R$ 550 mil em capital intelectual. Por que eu troquei o cheque por conselho, e como essa história aconteceu.

Fechei nossa primeira captação, e não foi em dinheiro

Fechei a primeira captação da FPRY. R$ 550 mil. Só que nenhum real disso caiu na conta.

Pode parecer contraditório. Afinal, quem abre uma startup sonha com o dia do cheque, não é? A rodada, o anúncio, o dinheiro no caixa.

Mas a FPRY nasceu para resolver problemas. E eu não conheço jeito mais certeiro de resolver problema do que perguntar, toda semana, para quem já resolveu muito problema por aí. São atalhos. Alguns só vão fazer sentido lá na frente.

Aqui eu te conto como isso aconteceu.

Como começou

Em julho eu montei um pitch da FPRY e levei para a Koinz Capital. A Koinz é um fundo que investe de um jeito diferente: em vez de dinheiro, coloca conhecimento. A rede deles tem mais de 150 pessoas, entre presidentes de empresa, executivos, fundadores e investidores.

Eu não fui pedir dinheiro. Fui pedir cabeça.

O acordo saiu assim: R$ 550 mil em capital intelectual. Conselho consultivo, acesso à rede e gente experiente olhando para as nossas decisões. Em troca, a Koinz ficou com uma opção de compra de participação no futuro. Não virou sócia direta hoje.

Por que não o dinheiro?

Essa é a pergunta que mais me fizeram.

A resposta curta: dinheiro sem direção vira custo. Não adianta ter o recurso se você não sabe exatamente onde colocá-lo.

A FPRY vive da receita dos clientes. Em 15 meses, não gastamos um real para conquistar cliente. Então o que trava o nosso crescimento não é caixa. É decidir bem onde colocar o tempo do time.

E aí está o ponto que eu mais queria deixar claro.

Nosso recurso de verdade é o tempo

Se você me perguntar qual é o maior ativo da FPRY, não vou apontar para o banco. Vou apontar para as pessoas.

Somos quatro sócios. Engenharia, software, IA e marketing. Cada hora nossa vale mais do que qualquer linha do orçamento.

Sabe onde uma empresa pequena mais erra? Espalhando esse tempo em frente demais. O cliente que não era para você. O produto que ninguém pediu. O mercado que você abriu cedo demais. Cada desvio desses custa meses.

O que muda com o conselho

O conselho existe para encurtar esses desvios. São pessoas que já viram de perto os erros que eu ainda vou cometer, e que podem me avisar antes.

Na prática, passamos a ter reunião de conselho com pauta fixa. O que combinamos da última vez, os números do período, as prioridades dos próximos meses. Parece burocracia, mas me obriga a medir o que antes eu só sentia.

O que eu espero disso é precisão. Menos tentativa e erro, apostas mais bem escolhidas.

E tem mais uma coisa, talvez a mais valiosa: as jogadas assimétricas. Sabe quando uma única conversa abre uma porta que você levaria anos para abrir sozinho? Com a rede certa do lado, isso passa a acontecer com mais frequência.

E agora?

Agora começamos a conversar com fundos para a próxima etapa. E quando o dinheiro vier, vai encontrar uma empresa que sabe o que fazer com ele.

Se você é cliente da FPRY, nada muda no seu contrato nem no seu atendimento. O que muda é que as decisões por trás do seu projeto passam a ter mais gente boa olhando.

Obrigado à Koinz pela aposta. E obrigado a cada cliente que trouxe a FPRY até aqui.

E você, se tivesse que escolher hoje: o cheque ou o conselho?

Gabriel Fujiyama, sócio da FPRY

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