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De montar time de e-sports a orquestrar IA

Aos 16 eu queria ser físico. Um professor me apontou para a engenharia, e montar time de e-sports virou o meu método.

De montar time de e-sports a orquestrar IA

Aos 16 anos eu queria ser físico. Entrei em Física na PUC Minas para ser pesquisador. Hoje eu orquestro IA para entregar produto.

Como uma coisa levou à outra? Passa por um professor, um clube de e-sports e muita gente boa no caminho. Aqui eu te conto.

O conselho que mudou a rota

Um professor de física nuclear, o Dr. Zé Roberto, me chamou de lado. Disse que eu tinha cara de empreendedor e desbravador, e não de cientista de bancada. E que eu ia desperdiçar isso preso no laboratório.

Aos 17 troquei para a engenharia. Foi um dos melhores conselhos que já recebi.

Montar time sem dinheiro

Aos 20 e poucos anos, eu montava times de e-sports. Não tinha dinheiro para comprar estrela, então fazia o contrário.

Procurava o moleque que jogava muito num quarto bagunçado, que ninguém tinha visto ainda. E montava o time em volta dele.

Deu certo além da conta. Liderei mais de 35 pessoas e fiquei seis anos à frente do clube. Cheguei ao topo do Dota 2 na América do Sul e ainda joguei, a ponto de disputar um mundial. Times que passaram por lá viraram a FURIA no Counter-Strike e foram campeões do CBLOL no League of Legends.

O número de que mais me orgulho

Esse não está em troféu. São mais de 40 pessoas que ajudei a formar, de estagiários a posições sólidas em carreiras de verdade, com multicampeões formados no caminho.

Gente é o resultado que dura.

Nunca foi sobre o jogo

Eu achava que era sobre o jogo. Com o tempo entendi que era sobre achar potencial, montar time e brigar pelo processo todo dia, com pouco recurso.

Depois vieram a engenharia de produção, o Lean Six Sigma e os times de growth. Ali o instinto virou número: 103% da meta, ROI médio de 11,6x e mais de 3.600% de crescimento em geração de leads.

E a IA nessa história?

Hoje esse caminho tem nome. Na trilha técnica, o topo pode ser o contribuidor individual de alto impacto, sem virar gerente. É quem pega o problema inteiro e entrega do começo ao fim. É onde eu mais rendo, agora com a IA como alavanca.

Quando a IA chegou, muita gente perguntou "como eu programo isso?". Eu perguntei outra coisa: "que time eu monto com isso, e que problema eu resolvo?".

Não virei programador. Virei alguém que orquestra IA para entregar produto que funciona no mundo real.

E você, quem foi a pessoa que te chamou de lado e mudou a sua rota?

Fontes

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